Homenagem de dia dos pais

Olá, pessoal!

Este mês aconteceu uma coisa muito legal. O setor de comunicação da empresa em que trabalho pediu que contássemos uma historia especial vivida como pai ou como filho.
Então resolvi contar um pouco do que vivi com o nascimento da minha filha.
E, olhe só: Meu texto foi escolhido e a empresa fez um video especial com minha família para o dia dos pais.

Vou compartilhar com vocês o texto que escrevi e logo abaixo o  video de homenagem para o dia dos pais. Fiquei bem feliz com a homenagem. Espero que gostem.

Nasci outra vez

Há anos sonhava ser pai.

Em uma madrugada de julho de 2014, descobri que minha esposa estava grávida. De lá para cá, vivi intensamente a gestação da minha Lis.
Na noite anterior ao parto, às 22 horas, as contrações chegaram com intervalos de aproximadamente 10 minutos e decidimos que eu dormiria um pouco até que as contrações se intensificassem, pois, de ali para frente, eu teria muito trabalho.
Então, a partir de 02h da madrugada do dia 01/03/2015, fui o “Doulo” da minha esposa durante o trabalho de parto.
Cantei, dancei, massageei, fiz compressas de água quente para aliviar as dores das contrações.
Fui suporte, fui apoio… enquanto o corpo de minha esposa anunciava a chegada de nossa amada filha.
Por volta de 06h da manhã, fomos para a maternidade e, quando chegamos lá, nossa filha já “coroava”, anunciando seu nascimento.
Enquanto o parto acontecia, informei que gostaria de receber minha filha em minhas mãos.

A equipe médica aprovou e passou a assistir aquele milagre.

É uma vida nova. Vida formada com parte de mim e parte da mulher que eu escolhi para dividir a minha vida. Isso mesmo: É muita vida.

Uma vida em minhas mãos, um milagre que eu recebi. Eu fui agraciado com essa dádiva. Uma nova respiração neste vasto mundo. Olhos inéditos que verão este mundo de uma forma que ninguém nunca viu antes e nunca verá igual. 

A forma que ela verá o mundo depende muito de mim. Portanto, é importante que eu seja fonte de bondade, alegria, determinação, força e, principalmente, amor. Como não se transformar?

Minha filha então nasceu em minhas mãos. A emoção de ser a primeira pessoa deste mundo desconhecido a tocar minha filha é algo indescritível e transformador.
Nasci outra vez. Sou um novo ser.

Sou Pai.

Segue o link para o vídeo:

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Pressões sobre a mãe e o papel do pai

A gestação é um período repleto de alegria e momentos felizes. Há, porém, algumas situações incômodas, principalmente para a mãe.
Pense que, para uma dor de cabeça corriqueira que dura em média duas ou três horas, existem milhares de receitas infalíveis de cura, das médicas às espirituais.
Agora, imagine quantas receitas infalíveis são sugeridas durante uma gravidez que dura normalmente entre 37 e 42 semanas.

A cabeça da mulher fica a mil com tantas sugestões, tantas receitas, diversas técnicas, restrições e conselhos.

O que se percebe ainda é que muitas pessoas não têm muito jeito, muita delicadeza ao falar. A experiência pessoal de algumas pessoas as transformam em oráculos inquestionáveis e irredutíveis. Muitas vezes, estas pessoas condenam atitudes que as mães escolheram ter para esse período de suas vidas. Um exemplo é a pressão que sofrem as mulheres que escolhem o parto natural. A argumentação é que ninguém precisa mais passar pela temida dor “insuportável e desnecessária”.

A pressão sobre a mãe é muito grande.

O que o pai pode fazer para ajudar?
Quatro dicas:

1 – Entender a vontade da mãe
Quando a mulher tem um apoio firme dentro de casa, um suporte para suas vontades e escolhas, ela se torna mais confiante para responder positiva ou negativamente às idéia diferentes das dela.

2 – Aprender sobre gravidez
Culturalmente a gravidez é deixada por conta da mãe. O pai é cotado para fazer o bebê, pagar o pato, oh! o parto e registrar em cartório a criança. Os tempos mudam e a divisão de tarefas surgem quase que sem possibilidade de volta. Quando o pai entende sobre gravidez, ultrassom, contrações, circular de cordão, a mulher divide um pouco suas dúvidas com alguém mais próximo. Liberando espaço no HD.

3 – Participar da gestação
Assistir aos ultrassons, participar das consultas com o obstetra, tirar fotos do processo de mudança do corpo da mãe, conversar com o bebê dentro da barriga da mãe, tudo isso cria um vínculo entre pais e o bebê, que com certeza aliviará as pressões que a mãe sofre.

4 – Ser protetor
O homem da casa, o vigia, o cão de guarda, o sentinela. Essas funções, a gestante não pode fazer, pelo menos não totalmente. O pai deve ter essa incumbência. É um período de fragilidade ainda maior. Os animais se recolhem quando estão prestes a parir. Então, se alguém importunar muito a mãe com questionamentos, acusações de descuido com o bebê, insistência em métodos contrários aos planejados… Pai, intervenha! Proteja-os!

A mãe terá menos uma preocupação.

Relacionamento Pai, Mãe e Filhos – Cultural ou Natural

Estava conversando com um amigo sobre o que é natural no relacionamento entre pais, mãe e pai, e seus filhos e durante a conversa surgiram alguns tópicos e um chamou a atenção: A barreira que uma mãe pode impor ao pai na criação dos filhos justificando-a, como natural, porém sendo limite cultural para o relacionamento entre Pai e filhos.

fraldanoestadio1Como ilustração do fato, podemos citar frases que os pais escutam das mães: “Pode deixar que eu faço isso”; “Vá fazer (tal coisa) que é melhor”; “Daqui a pouco você vai querer amamentar também”…

A barreira cultural pode ser muito forte no relacionamento entre pais e filhos e quando ela cresce muito, logo chegam as distorções e contradições.

Mais ilustrações: Tradicionalmente – veja, isso não é absoluto! – os pais não costumam participar tanto do banho da criança, da troca de fraldas, do dever de casa ou do Hair Design das bonecas.
E as mães querem, porque querem que os homens participem desses momentos.
Frequentemente estas atitudes são cobradas pela mãe, porém a sistematização desses procedimentos não é aceita. Quando o pai sugere marcar um horário para essas atividades, datas, frequência, lembretes, algumas mães não aceitam.
Muitas mães querem que isso seja natural, pois sistematizado não “vale”. Com horário marcado não “vale”. Desse jeito não “vale”.

Em resumo: Do jeito do pai não vale, só do jeito da mãe!

Para os Pais, mesmo que seja sistematizado, “vale”. E precisa ser feito.
É cultural e pode ser mudado. E o que é cultural só é mudado com a prática ao longo do tempo.

O que for cultural, pode ser mudado de acordo com o relacionamento desejado entre pais e filhos. Já o natural… isso não dá para ser mudado.

Ser pai é…

Ser pai é…

“… Ser mãe é andar chorando num sorriso! Ser mãe é ter um mundo e não ter nada! Ser mãe é padecer num paraíso.” Coelho Neto, 1920.

Um texto atual, apesar de quase centenário; trecho de um poema que discorre sobre o que enxerga um homem atento às circunstancias, emoções e detalhes do que é ser uma mulher mãe.

O ser mãe é tão ressaltado, tão sublinhado e grifado, porém, ainda longe de conseguir-se ilustrar fielmente a beleza da maternidade. Palavras acessórias para definir mãe serão insuficientes, pois quando esse monossílabo infinito é pronunciado traz consigo história, sentimento, emoções, esperança, amor. Salvo excessões. 

Fundamento à mãe são sua descendência e seu par, o pai. E o que é ser pai?

Ser pai é…

Pesquisando a frase acima no Google encontramos o seguinte:

Ser pai e...

A primeira resposta intuitiva que o Google nos dá é: Ser pai é um pouco mais fácil.

Por quê?

Várias respostas podem ser dadas, tanto para confirmar, quanto para refutar a afirmativa, porém, o interesse aqui não é debater qual é mais fácil, mas sim, certo de não exaurir o tema, ressaltar a beleza de ser pai. Por mais que a ciência se desenvolva ainda é necessário, direta ou indiretamente, a participação masculina na reprodução da raça humana.

Ser Pai é ter foco na sua descendência. Algumas vezes acompanhado da mãe, outras não, mas ser pai é ter atenção aos seus filhos, principalmente.

Aquela pergunta antiga – “Está faltando comida ou roupa?” – já há muito não define ser pai e certamente nunca definiu. Muitos pais apenas redistribuíram tal pergunta apesar de serem muito participativos na vida de seus filhos. Fazia parte da imagem de pai carrancudo, motivo de orgulho para muitos.

Certamente, um Pai está profundamente envolvido em todos os aspectos da vida de um filho: Saúde psicológica, emocional, espiritual e física, relacionamentos, construção do caráter, educação, dilemas de vida, maturidade. Não há resumo que baste.

Há pais de sorte que podem construir sua relação com seus filhos desde o ventre de suas companheiras já irradiando alegria, amor, paz e carinho antes mesmo da formação da criança. Uma dádiva!

O pai pode construir uma relação que se elevará a picos tão altos que o torna herói, um herói maior, que afugenta qualquer perigo. Uma meta, um norte, um modelo.

Seja lá como a sociedade julgar o modelo do pai, dependendo da construção dessa relação maravilhosa, o filho a julgará como sucesso muito maior que a conquista de todas as riquezas do mundo ou todo o poder que existir.

Não há, assim como discorrido no início sobre ser mãe, palavras acessórias capazes de definir o que é ser Pai. Há muitas coisas, muitos adjetivos, infinitos méritos.

Assim, chega-se à outra definição monossilábica infinita: Ser pai é…

Simples, porém profundamente, ser pai é como ser mãe, só que Pai.